01 março, 2005

queda

A sombra é chegada.

Assim como quando podia prever intensos momentos de alento e alegria antes dos ataques epiléticos, senti a luz passar por mim antes que eu despencasse em meu porão.

De onde estou agora só consigo tatear pó, teias e estranhas texturas.
Já faz quatro dias e tudo o que pude perceber é que o porão é um labirinto.

E não há velas, não há frestas; a jornada é solitária.
Não há cigarros.